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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

GERTRUDIS GÓMEZ DE AVELLANEDA
( CUBA )

 

Gertrudis Gómez de Avellaneda (1814–1873) foi uma renomada escritora cubano-espanhola do século XIX, conhecida por seu romance abolicionista Sab (1841) e poesia romântica, escrevendo sob o pseudônimo "La Peregrina". Nascida em Camagüey, Cuba, em 23 de março de 1814, mudou-se para a Espanha em 1836, destacando-se no teatro e literatura. 

Principais Destaques:

  • Abolicionismo: Sab é considerado um precursor da literatura antiescravagista, antecipando temas de A Cabana do Pai Tomás.
  • Obra Prolífica: Escreveu 20 peças teatrais, poemas e romances, sendo uma das figuras literárias mais importantes da Espanha no século XIX.
  • Reconhecimento e barreiras: Apesar de sua fama, teve a admissão negada na Real Academia Espanhola em 1852 e 1855 por ser mulher.
  • Vida: Viveu entre Cuba e Espanha, retornando à sua terra natal (1859-1863) antes de se estabelecer definitivamente na Espanha. 

Faleceu em Madri em 1873, deixando um legado como uma das vozes mais potentes do romantismo e feminismo na literatura hispânica. 

 

ARIAS DE LA CANAL, Fredo.  Elegias sublimes.  México: Frente de Afirmación Hispanista C., 2019.   120 p.   No. 10 948
Exemplar da biblioteca de Antonio Miranda

  

TEXTO EN ESPAÑOL

 

A LA MUERTE DE JOSÉ MARIA HEREDIA

Voz pavorosa em funeral lamento
desde los mares de mi patria vuela
a las playas de Iberia, tristemente
en son confuso la dilata el viento,
el dulce canto en mi garganta hiela,
y sombras de dolor viste a mi mente.

!Ay!. que esa voz doliente,
con que su pena América denota
y en esas playas lanza el occeano,
— murió, pronuncia, el férvido patriota,
murió, repite, el trovador cubano,
y un eco triste en tontananza gime,
murió el cantor del Niágora sublime!

¿Y es verdad? ¿y es verdad… la muerte impia
apagar pudo con su soplo helado
el generoso corazón del vate,
do tanto fuego de entusiasmo ardía?
?no ya el amor se enciende, ni agitado
de la santa virtud al nombre late?

Bien cual cede al embate
del aquilón sañoso el roble erguido,
así en la fuerza de su edad lozana
fue por el fallo del destino herido:
astro eclipsado en su primer mañana,
sepúltanle las sombras de la muerte,
y en luto Cuna su placer convierte.

!Patria!, ¡númen feliz!, ¡nombre divino!
!Idolo puro de las nobles almas!
!Objeto dulce de su eterno anhelo!
Ya enmudeció tu cisne peregrino.
¿Quién cantará tus brisas y tus palmas,
tu sol de fuego, tu brillante cielo?

Ostenta, sí tu duelo,
que en ti rodó su venturosa cuna,
por ti clamaba en el destierro ímpio
y hoy condena la pérfida fortuna
a suelo estraño su cadáver frio,
do tus arroyos ¡ay! con su murmullo
no darían a su sueño blando arrullo.

!Silencio!, de sus hados la fiereza
no recordemos en la tumba helada
que lo defienda de la injusta suerte.
Ya reclinó su lánguida cabeza
de genio y desventuras abrumada,
en el inmóvil seno de la muerte.

¿Qué importa al polvo inerte,
que torna a su elemento primitivo,
ser en este lugar o en otro hollado?
¿Yace con él pensamento altivo?
Que el vulgo de los hombres, asombrado
tiemble al alzar la eternidad su vuelo,
mas la patria del genio está en el cielo.

Allí jamás las tempestades braman,
ni roba al sol su luz la noche oscura,
ni se conoce de la tierra el lloro,
allí el amor y la virtud proclaman
espíritus vestidos de luz pura,
que cantan el Hossana en arpas de oro.

Allí el raudal sonoro
sin cesar corre de aguas misteriosas
para apagar la sed que enciende al alma,
sed que en sus fuentes pobres, cenagosas,
nunca este mundo satisface o calma,
allí jamás la gloria se mancilla,
y eterno el sol de la justicia brilla.

¿Y qué al dejar la vida deja el hombre?
El amor inconstante, la esperanza,
engañosa vision que lo estravía,
tal vez los vanos ecos de un renombre
que son desvelos y dolor alcanza,
el mentido poder, la amistad fría.

Y el venidero día,
cual el que espira breve y pasagero,
al abismo corriendo del olvido,
el placer cual relámpago ligero
de tempestades y pavor seguido,
y mil proyectos que medita a solas,
fundados ¡ay!. sobre agitadas olas!

De verte afano, en el umbral del mundo
el ángel de la hermosa Poesía
te alzó en sus brazos y encendió tu mente,
y ahora lanzas, Heredia, el barro inmundo
que tu sublime espíritu oprimía,
y en alas vuelas de tu genio ardiente.

No más, no mas lamente
destino tal nuestra ternura ciega,
ni la importancia queja al cielo suba.
!Murió!, a la tierra su despojo entrega,
su espíritu al Señor, su gloria a Cuba,
que el genio, como el sol, llega a su ocaso,
dejando un rastro fúlgido su paso.


De Cuba poética. Selección José Fornaris y Joaquín Lorenzo
Luaces (Habana, 1858).
Segunda edición facsimilar, FAH, 2018.

 

 

TRADUÇÃO EM PORTUGUÊS
por ANTONIO MIRANDA

 

 

SOBRE A MORTE DE JOSÉ MARIA HEREDIA

 

Uma voz pavorosa em lamento funeral
dos mares da minha pátria voa
para as costas da Península Ibérica, tristemente
o vento a espalha em som confuso,
o doce canto na minha garganta congela,
e sombras de dor cobrem minha mente.

Ai! que essa voz triste,
com a qual a América expressa sua dor
e nestas praias lança o oceano,
morreu, repete, o trovador cubano,
morreu o cantor do Niágara sublime!

 

E é verdade? É verdade?… que a morte ímpia
apagar pode com seu hálito gélido
o generoso coração do vate,
e um eco triste fora geme,
onde ardia tanto fogo de entusiasmo?
O amor já não se inflama, nem agitado,
da santa virtude o nome late?

Assim como o carvalho ereto cede ao ataque
do vento norte impetuoso,
assim, no auge da sua juventude,
foi ferido pela mão cruel do destino:
astro eclipsado em seu primeiro alvorecer,
as sombras da morte a sepultam,
e em luto Cuba seu prazer converte.

Pátria! Espírito bendito! Nome divino!
Ídolo puro de almas nobres!
Doce objeto de seu eterno anseio!
Já silenciou teu cisne peregrino.
Quem cantará sobre tuas brisas e tuas palmeiras,
teu sol ardente, teu céu brilhante?

Mostre, sim, sua dor,
pois em vocês seu berço afortunado rolou,
por ti ele clamou em exílio ímpio,
e hoje a fortuna pérfida condena
seu cadáver frio a solo estrangeiro,
onde seus rios, ai de nós!, com seu murmúrio,
não dariam ao seu sono uma suave canção de ninar.

Silêncio! Não nos lembremos da ferocidade
não recordemos no túmulo gélido
que o defende de um destino injusto.
Já repousou sua lânguida cabeça,
de gênio e desgraças sobrecarregada,
no seio imóvel da morte.

Que importa ao pó inerte,
que retorna ao seu elemento primitivo,
seja neste lugar ou em outro pisado?

 

Acaso reside nele o pensamento altivo?

Que o povo comum, assombrado
trema enquanto a eternidade alça voo,
mas a pátria do gênio está no céu.

Lá, as tempestades jamais rugem,
nem rouba do sol a noite escura,
nem se conhece as terras o pranto;
lá, o amor e a virtude proclamam
espíritos revestidos de luz pura,
que cantam o Hosana em harpas douradas.

Lá, a torrente ressonante
flui incessantemente de águas misteriosas
para saciar a sede que inflama a alma,
uma sede que, em suas fontes pobres, lamacentas,
este mundo jamais satisfaz ou acalma;
lá, a glória jamais é maculada,
e o sol eterno da justiça brilha.

E o que deixa o homem para trás quando parte desta vida?
Amor inconstante, a esperança,
uma visão enganosa que o desvia do caminho,
talvez os vãos ecos da fama
que trazem noites sem dormir e dor,
o falso poder, a amizade fria.

E o dia que se aproxima,
como um que expira breve e fugaz,
correndo para o abismo do esquecimento,
prazer como um relâmpago veloz
seguido por tempestades e pavor,
e mil projetos ele pondera sozinho,
fundamentados, ai de mim!, em ondas agitadas!

Vendo-te ansiosa, no limiar do mundo,
o anjo da bela Poesia
arrebatou-te em seus braços e incendiou tua mente,
e agora tu, Heredia, libertas-te da lama imunda
que oprimia teu espírito sublime,
e nas asas de teu gênio ardente voas.

 

Não mais, não mais lamente
tal destino nossa ternura cega lamentará
nem a queixa pesada ascenderá aos céus.
Ele morreu! Ele entrega seus restos mortais à terra,
seu espírito ao Senhor, sua glória a Cuba,
pois o gênio, como o sol, chega ao seu ocaso,
deixando um rastro radiante em seu caminho.

 

 

 

De Cuba Poética. Seleção de José Fornaris e Joaquín Lorenzo Luaces (Havana, 1858). Segunda edição fac-símile, FAH, 2018



 

 

 
 
 
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